ENTREVISTA RETIRADA DO
DVD “ESPECIAL DE FIM DE ANO DO SBT”, 1994






Leo – Eu, Leonardo, quando não estou gravando nem fazendo shows, gosto de ir para a fazenda, reunir com a turma que trabalha lá, mexer com a boiada, uma coisa que me dá, assim, uma higiene mental muito grande. Gosto muito de jogar futebol. Jogo mais ou menos, bem quem joga é o Viola, também o Marcelinho Carioca.

– Gosto muito, também, quando não estou fazendo shows, de ir para a fazenda, de pescar... Eu adoro pescar. Eu fico muito tranqüilo quando estou na roça, que é como a gente diz lá. Gosto de ficar pescando, descansando, vendo os boizinhos... Bola? Jogo muito mal. Jogo bem é snooker, poquer...

Leo – Dor de amor? Já senti dor de amor, dor, muita dor, mas passa, nada que o tempo não apague.

– Eu acho que todos os homens, todos os seres humanos que amam de verdade têm dor de amor. E dor de amor não tem jeito, não tem cura.

Leo – Espero que o país melhore bastante, que se torne um país de primeiro mundo. Espero que melhore no ensino, na educação, na saúde, porque está nas mãos de pouca gente. Eles podem fazer isto. O Brasil é um país muito querido. Está fácil mudar este Brasil. Eu levo muita fé no pessoal que está no comando agora. Tenho certeza de que amanhã será um país melhor, se Deus quiser.

– Meu desejo sério é que o nosso país melhore, como disse o Leonardo. As pessoas que hoje estão no poder podem fazer isto, podem tirar as crianças da rua, dar um melhor ensino. É preciso melhorar na área da saúde. Um desejo, também, que espero não seja uma fantasia, é de gravar lá fora e ser sucesso. Então eu peço a Deus que lá fora também as pessoas gostem de Leandro & Leonardo, como gostam as pessoas do Brasil.

Leo – Fantasia? Jogar futebol no Maracanã, junto com Zico, aquele povo do flamengo, Leandro, Adílio, aquela turma boa de quando era o flamengo mesmo, aquele belo time. Essa é uma fantasia que se fosse realizada faria eu me sentir muito satisfeito e completo. Uma cidade? Gosto de São Paulo, porque aqui começamos nossa carreira.

– Eu, fora Goiás, que é incomparável, adoro São Paulo. Como diz o Leonardo, tudo começou aqui. Mas tem muitos estados de que gosto, como Santa Catarina e Minas Gerais, que também são muito bons.

Leo – Fala, fala, garotinho!

– Eu acho que gosto mais é do estado de São Paulo.

Leo – Eu gosto de Goiás para curtir meus dias de folga. Quando é para trabalhar eu já venho logo para São Paulo, essa selva de pedra maravilhosa, onde a gente trabalha bastante. Aliás, trabalha até de madrugada. Está um frio danado!

– Muito!

Leo – Por causa das lavouras de tomate, eu e o Leandro brigávamos sempre, sim. Porque Leandro sempre foi daqueles de gostar de ir embora cedo, e me deixava trabalhando até a noite. A gente brigava muito quando plantava lavoura.

– Mas sabe por quê? Eu era melhor de serviço, então terminava mais cedo. A gente brigava porque ele tinha que ficar até de madrugada trabalhando.

Leo – Coitado!

– Eu, como era rapidinho, terminava mais cedo e me mandava.

Leo – Apressado como cru. Adoro molho de tomate, doce de tomate, pudim de tomate, gelatina de tomate, salada de tomate. Pode mandar que a gente traça mesmo!

– Suco de tomate, tomate com sal, tomate com açúcar, tomate com mel, doce de tomate, tudo é bom. Tudo que vem do tomate é bom.

Leo – Mulher, para mim, tem que ser brasileira. A mulher brasileira é a mais bonita do mundo. Eu gosto muito, viu? Tem gente que não gosta, né?

– Ah, tem tantas bonitas!

Leo – Pode falar, a Andréia não acha ruim.

– Para mim ela é a primeira, é a mais bonita.

Leo – Oh, carudo! Bom, mulher, em primeiro lugar tem que ser mulher brasileira, né? Gastar dinheiro? Sabe que eu não sei, rapaz? Eu não gasto dinheiro com nada. Não é ser mão de vaca, mas não tem com que gastar. Gastar com quê? Ah, eu compro roupas, carro... Tenho dois carros só. Mas sou só um, então... Tenho uma BMW que agora bateram, amassou tudo... Essa, agora, eu já não tenho mais.

– Eu não gasto com nada, gasto menos que ele ainda. Só tenho um carro.

Leo – Mentira!

– Só um, uma Pajero. Não tenho mais carro.

Leo – Então, aquele Omega que chega lá é meu?

– Aquele é da dona Andréia. Então, meu é só um carro. Ninguém sabe o dia de amanhã, o Brasil vira todo dia, muda, então, como diz aquele nosso amigo lá, vamos guardar, não gastar nada. E a gente não gasta.

Leo – Quem é mais malandro? Com certeza é o Leandro. Não tem nada de malandro em mim. O Leandro é o mais malandro.

– Eu acho que sou o mais esperto. Malandro, não. Malandro é uma coisa; esperto é outra.

Leo – Só é esperto aqui no Brasil. Aqui no Brasil nego malandro tem nome de esperto, mas lá fora é malandro mesmo.

– Não, aqui no Brasil nego esperto é o que faz as coisas certas. O malandro sempre dança.

Leo – Não senhor. Aqui no Brasil, esperto é o que ganha a vida na moleza, você entende? Acha que é esperto, mas é malandro. Lá fora o povo chama de malandro, usando outra palavra.

– Eu acho que não. Eu acho que aqui no Brasil você tem que trabalhar muito para ganhar bem. Eu acho que sou esperto...

Leo – Você trabalha muito?

– Eu trabalho muito, graças a Deus.

Leo – Ganha bem?

– Também.

Leo – Queria ser igual a você, trabalhar muito e ganhar bem. Eu trabalho muito e ganho pouco.

– Engraçadinho!


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