EM NOME DO AMOR

jornal eletrônico
Leandro & Leonardo
LEONARDO

nº 123 – 15 setembro 2010
redação e produção: Vera Marchisiello
distribuição gratuita por e-mail
faça sua inscrição

vmllena@terra.com.br





Sou fiel à minha convicção de que meu “santinho inspirador” é exigente e só vem me mostrar um caminho a seguir quando chega a data de escrever para esse jornalzinho virtual se encontra o campo aberto, minha mente livre de outros trabalhos ou compromissos. Então sempre trato de tentar colocar ordem em tudo para depois me permitir relaxar um pouco, deixando a mente aberta à alguma inspiração.
Às vezes estou atolada em quetões profissionais ou mesmo pessoais. Foi o que aconteceu no mês passado. Em cima da hora, entretanto, parece que um caminho me foi mostrado. Segui por ele e fiz uma pequena entrevista com Fátima, uma das irmãs de Leonardo. Eu sabia que a repercussão seria muito boa, pois acho que não há fã desses goianinhos queridos, Leandro e Leonardo, que não admire muito toda a família Costa.
Tenho que admitir que, por mais que esperasse, não podia imaginar que uma conversinha tão despretenciosa atingisse tamanha repercussão. Não foram apenas e-mails, mas também algumas ligações telefônicas, todos impressionados com o que já nem me surpreende, tão grande é a minha certeza da grande verdade dessa família: autenticidade, humildade, simplicidade.
Outras vezes, como agora, sei que tenho um tema fácil, muito fácil, já que pude estar no show em Rio Bonito na sexta-feira, dia 10.
Como a cidade é muito próxima a Niterói, onde resido, voltamos após o show, aqui chegando pelas 4 da madrugada. Sentia-me feliz, de “alma lavada”. A vontade era de vir imediatamente para o computador. Sei que em meia hora estaria com a matéria redigida. Ah, sim, mas me venceu a vontade de relaxar e deixar passar todo um filme pela cabeça, relembrando cada sorriso de Leonardo, cada demonstração desse ser tão especial que sem qualquer censura, sendo ele um artista tão famoso, se permite deixar claro para os fãs que conhece e não vê por algum tempo que também é capaz, ele, ele sim, de sentir saudade.
Foi nesse clima de uma memória recente que adormeci e passei o sábado, me permitindo uma preguiça gostosa, como a não querer acordar daquela noite tão perfeita. E nada melhor do que ver as fotos!
Justifico:
Rio Bonito, RJ
10 de setembro de 2010,
quase 10 meses ou precisamente 286 dias
depois do último show a que pude ir,
em Guapimirim, RJ, em 28 de novembro de 2009.
Uma perfeita altura do palco, que permitiria que todos vissem Leonardo de corpo inteiro, ou quase, quando ele fosse mais para o fundo do rico cenário. Chegamos às 18 horas e não havia nenhum fã no local. Assim garantiríamos nosso lugarzinho sempre tão cobiçado coladinho na grade do brete. Isto já nos fazia antever um ótimo show, porque Leonardo é sempre um artista fantástico, garantia de shows maravilhosos. O melhor ou pior fica sempre por conta da produção local, que muitas vezes prejudica os fãs sem qualquer consideração. Em Rio Bonito, entretanto, seguiu-se um fato para mim inédito: nenhum segurança no brete.
De início não acreditei que eles realmente não chegariam, mas logo no início do show percebi a razão ao observar a educação do público. Ninguém empurrava ninguém. A segunda fila, sempre tão ávida de chegar à grade, mantinha até mesmo algum espaço das pessoas posicionadas à frente.
Mas nossa grande surpresa aconteceu assim que os caminhões que descarregavam o material de montagem do palco se afastaram. Estávamos, duas amigas e eu, conversando junto às grades ainda no chão enquanto um funcionário da produção local iniciava a montagem do brete, quando, para nossa surpresa, um senhor que ia passando se dirigiu até nós e disse que poderíamos assistir ao show de dentro do brete. Incrédula e sem saber quem ele era, ainda perguntei se mais tarde os seguranças não nos colocariam para fora. Para mim, a grande preocupação era mesmo que não houvesse o menor risco de perdermos nosso lugar ali na grade. Ele garantiu que não haveria qualquer risco e que ali só ficariam alguns fotógrafos. Logo o funcionário nos esclareceu que aquele era “o dono da festa”, isto é, o produtor local.. Confesso que ainda assim só me tranquilizei quando Leonardo entrou no palco e, por incrível que pareça, não havia um só segurança no brete. Só mesmo alguns fotógrafos e uma menina de uns oito anos com um cartaz em que pedia para tirar uma foto com Leo. Assim como ela entrou passando por baixo da grade, lá pela quinta música algumas pessoas começaram a entrar pela lateral do brete.


Exatamente à uma hora da madrugada, o momento sempre mais esperado: Leonardo entrou e caminhou cruzando o palco, como sempre deixando transparecer aquela tensão inicial que ele logo supera. Mas naquela noite algo foi especial. Logo no primeiro minutinho do show, tão logo chegou à beira do palco, Leo abriu um sorriso lindo e seus olhos brilharam ainda mais. Talvez ele nem saiba o quanto seu jeito simples de não esconder a alegria de rever fãs que conhece e não via já havia algum tempo me deixou feliz. claro!
Dr. Roberto, um amigo boliviano que sempre me acompanha nos shows e já é reconhecido por Leo, havia chegado com meu filho depois que já estávamos no brete e ficara na grade, mas nem assim deixou de logo receber o cumprimento festivo de Leonardo.
Leo se esforçou para ler o cartaz que a menininha esperançosa exibia e balançava. Ali não seria possível tirar uma foto juntos, mas ele direcionou claramente para ela a única toalhinha do show. Mãe e filha se embolaram no chão, numa luta pela toalha suadinha. O que me pareceu foi que ambas mergulharam para pegar a toalha e não para a disputarem, pois a mãe, realizada, gritou um feliz “é minha filha” ao ver a menina com a toalhinha nas mãos. Mais uma vez a sensibilidade aflorada de um artista que não apenas canta mas realmente interage com seu público, alguém que coloca o coração no que faz. Em certo momento do show, Leonardo disse que estava hospedado no Hotel Fazenda, lá no pé da serra, onde estava muito frio, e que o calor do público era tudo de bom. Nesse momento acho que percebi nele uma certa solidão indesejável, consequência natural dessa vida de cidade em cidade, marcada pelo contraste entre todo aquele carinho dos fãs que mesmo sem tocá-lo o abraçam e o se ver sozinho nos quartos de hotel.


O que temos de muito certo, porém,
é que Leandro está sempre por perto,
seja no palco, no lindo e emocionante cenário
ou por onde quer que Leonardo ande,
uma Luz que o ajuda a brilhar ainda mais.
E como Leonardo brilhou em “Eu juro”!
Pura emoção, seguida do Sinal da Cruz.







Voltar Jornal ENA jornal 124